O TCM esteve em Ipu em maio de 2011 fiscalizando vários indícios de irregulares em obras da prefeitura e até hoje, 08 meses após a inspeção, menos de 1/3 dos relatórios foram divulgados. Os casos mais escandalosos continuam engavetados, entre eles podemos citar o escândalo do PSF da Mina que envolve o Cartório do Magela, as máquinas que trabalharam 68 horas por dia, as casas populares dos Pereiros construídas em desacordo com o projeto, a escola da Ingazeira, entre outros.
Já o Relatório sobre o “faraônico e escandaloso" Parque da Bica foi liberado no último dia 22 de dezembro. Nele os técnicos se contradisseram por diversas vezes e enxergaram obras construídas que até hoje nenhum ipuense consegue ver.
No início do relatório foi informado que a inspeção ocorreu no período de 30 de março a 01 de abril, mais a frente, eles afirmam que a inspeção ocorreu no dia 18 de maio.
Vejam os trechos:
“O presente Laudo Técnico Pericial fundamenta a Informação Inicial de Engenharia decorrente da inspeção “in loco” realizada em obras e serviços de Engenharia no município de Ipu, no período de 30 de março a 01 de abril de 2011, através da equipe técnica da 7ª. Inspetoria da Diretoria de Fiscalização desta excelsa Corte de Contas.
Identificados os problemas, e coletados os dados preliminares no acervo do SIM, a Diretoria de Fiscalização determinou que a 7ª. Inspetoria procedesse a uma inspeção técnica “in loco”, levada a efeito no período de 30.03 a 01.04.2011, visando à apuração da veracidade das denúncias, com a obtenção de evidências de irregularidades que pairassem sobre a execução das obras, análise da documentação constitutiva do certame licitatório e respectivo contrato, culminando com a presente emissão do Laudo de Engenharia.
(...)
Trata-se de um Complexo turístico dotado de estacionamento, jardim botânico, biblioteca, teleférico, lago artificial, quadras esportivas, anfiteatro, área para acampamento, hotel com chalés, 2 restaurantes, elevador panorâmico, mirante.
Estimado em R$ 26.943.141,39 (vinte e seis milhões, novecentos e quarenta e três mil, cento e quarenta e um reais e trinta e nove centavos), até a data da inspeção (18/05/2011), apenas 1.564.947,00 (um milhão, quinhentos e sessenta e quatro mil, novecentos e quarenta e sete reais), o que representa apenas 5,8% do valor total.”
A parte mais “duvidosa” do relatório é quando os técnicos do TCM informaram que o estacionamento e a estrada de acesso ao parque da bica já estavam construídos e que a base para a área de chalés estava em construção.
Vejam esse trecho:
“Encontrava-se construído, no período da inspeção, o portal da entrada do parque, o estacionamento e a estrada de acesso. A base para a área de chalés e um dos restaurantes se estavam em construção.”
Pelo visto, os fiscais do TCM estão precisando usar óculos, pois não existe até hoje, nenhum estacionamento construído e a estrada da bica ainda está com o asfalto feito pelo ex-prefeito Simão Martins. O que o prefeito Sávio Pontes fez foi destruir parte do asfalto e todo o calçadão para pedestres. Também não existe nenhuma base para área de chalés sendo construída.
Hoje, 04/01/2012, só existe o canteiro de obras, o portal da entrada e um dos restaurantes em construção que já custaram R$ 2.032.491,60 (dois milhões e trinta e dois mil quatrocentos e noventa e um reais e sessenta centavos), incluindo o projeto e a maquete.
Para disfarçar os absurdos acima, os Técnicos apontaram algumas irregularidades que foram:
“ · Ausência de instrumento legal que legitime o município para promover o certame licitatório;
· Ausência da documentação legal comprobatória da expropriação das propriedades particulares eventualmente impactadas pelo empreendimento;
· Desproporcionalidade na composição societária da empresa campeã da licitação (GGD Construtora e Imobiliária Ltda.), com um dos sócios detendo 98% (noventa e oito por cento) das quotas, em detrimento da quota de 2% (dois por cento) do outro sócio.
· Questiona-se a motivação pelo qual houve a desistência da empresa CGD de uma obra de grande visibilidade.”
Clik no link abaixo e veja o relatório completo.
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